segunda-feira, 13 de novembro de 2017


ALEXANDRE ANDRES E RAFAEL MARTINI NO JAPÃO

Alexandre Andrés e Rafael Martini se apresentaram no Japão em setembro de 2017.

O povo japonês aprecia muitas coisas, e uma delas é a música brasileira. Eles são um dos maiores consumidores da música brasileira e mais recentemente, da música mineira fora do Brasil.

É um povo que valoriza a arte em geral, até hoje compram CDs para terem contato, não só com a música, mas também com os detalhes e informações contidas no encarte. Alexandre esteve na Tower Records, em Tokyo, loja de CDs de oito andares.Não se vê mais isto em qualquer lugar do mundo, pois os CDs estão em extinção, assim como os LPs (Vinil). Hoje as pessoas só escutam música na internet, mas o povo japonês continua valorizando todo o processo musical, desde a gravação até os últimos detalhes de uma produção musical.

Depois de 5 anos vendendo o seu trabalho no Japão, com a ajuda do produtor japonês Yoshihiro Narita e de ter recebido prêmio com o seu CD “Macaxeira Fields”, Alexandre foi convidado para uma tournée pelo Japão, junto ao seu parceiro, compositor e pianista Rafael Martini.Entre os dias 18 e 29 de setembro, os dois se apresentaram no Festival Onpaku, numa praça de Kyoto, para 10.000 pessoas, num templo budista na cidade de Okagama e por último em um teatro lotado em Tokyo. Nesses 10 dias os jovens artistas tiveram o seu trabalho valorizado como nunca. Os japoneses os trataram com muito respeito e admiração, muitos CDs vendidos e muitos autógrafos dados...

De volta ao Brasil, ficou a admiração e a saudade de um povo que valoriza a arte como poucos e a esperança de retornar ao Japão para reencontrar os amigos.

No dia 16 de novembro, às 20:30, na Fundação de Educação Artística, Alexandre e Rafael lançarão o seu CD ‘Haru’ (Haru significa primavera em japonês), que teve o seu lançamento internacional feito no Japão, agora em Belo Horizonte.

*Fotos de arquivo e da internet


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terça-feira, 7 de novembro de 2017


PINTURA MODERNA II

Vivemos no século da máquina, da indústria, as descobertas científicas tentando dominar as forças do espírito, pela própria força da matéria. Esta preponderância da matéria sobre o espírito marcou pela violência quase toda a arte do nosso tempo.

O século em que se inventaram os campos de concentração, que deu origem a duas guerras implacáveis, em que se descobriu a força destruidora da energia atômica, que usou do progresso material contra todos os direitos da pessoa humana, não mereceu outra ilustração a não ser a Guernica de Picasso.

Mas o homem, que testemunha e sofre a sua própria mecanização, não tem a humildade necessária para reconhecer a verdade da pintura que retrata o seu século.

Estes 90 anos de pintura moderna foram 90 anos de experiência, de independência e liberdade.

Esta sede de criar, de experimentar, de destruir tudo o que ficou para trás, é uma marca do desassossego e da inquietação da civilização moderna, cheia de idéias contraditórias.

Neste clima de liberdade, os verdadeiros artistas tiveram ocasião de se manifestar e dar sua valiosa contribuição à arte. (Trecho do meu livro “Vivência e Arte”, editora Agir, 1966)

*Fotos da internet

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